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7 coisas tecnológicas que você precisa fazer ao deixar um relacionamento abusivo

Emma McGowan 1 dez 2021

A tecnologia de auditoria permite que as pessoas tenham certeza de que não estão sendo rastreadas em relacionamentos abusivos

É assustador, difícil e complicado viver num relacionamento abusivo. A vida de muitas vítimas fica tão ligada a de seus abusadores, que elas acreditam ser impossível deixar o relacionamento para trás. De fato, segundo a National Domestic Violence Hotline*, entidade que atende vítimas de violência doméstica nos EUA, em média, as vítimas tentam deixar seus abusadores sete vezes antes de conseguir partir de forma definitiva.

É importante enfatizar que essa confusão não acontece por acaso. Abusadores tiram suas vítimas do convívio familiar e rodas de amigos. Eles também tentam dominar a situação depois que suas parceiras basicamente ficam fora de circulação. E, infelizmente, a tecnologia contribui cada vez mais para que abusadores controlem suas vítimas. Eles usam métodos conhecidos como stalkerware.

“O stalkerware é uma categoria crescente de malware doméstico que apresenta complicações perturbadoras e perigosas”, analisa Jaya Baloo, CISO da Avast*.  “Ele acaba com a liberdade física e online da vítima. Geralmente instalados secretamente em celulares por ‘amigos’, cônjuges ciumentos, ex-parceiros e, às vezes, até mesmo por pais preocupados, os stalkerwares rastreiam a localização física da vítima, monitoram sites acessados na internet, mensagens de texto e até chamadas telefônicas”, explica a executiva.

Infelizmente, o período da pandemia da Covid-19 apresentou uma alta tanto na violência doméstica quanto no uso de stalkerwares. Isso mostra a importância de verificar se os dispositivos de pessoas que vivem relacionamentos abusivos não estão sendo rastreados pelo abusador*.  Confira essa lista de sete medidas tecnológicas a se adotar ao deixar um relacionamento abusivo.

1. Defina um bloqueio de tela e senhas de acesso

Se você ainda não bloqueou a tela do seu smartphone, então faça isso agora. E mesmo que já tenha feito isso, mude o código PIN para algo completamente aleatório para não arriscar que o abusador descubra. O mesmo vale para iPads e senhas em qualquer notebook e desktop. Acesso físico aos seus dispositivos permite que o abusador veja muitos aspectos da sua vida de forma imediata. Então, a primeira linha de defesa é aquela senha.

2. Escaneie o seu dispositivo com um antivírus

Antivírus não servem apenas para coisas que chegam de fora. Eles também são úteis na detecção de “programas potencialmente indesejados”, ou PUPs, que incluem stalkerwares, malwares e outros aplicativos maliciosos. O Avast Mobile Security permite que você saiba se o seu smartphone contém algum PUP. Somos tão bons, que, no ano passado, ajudamos o próprio Google a remover da sua Play Store oito dos aplicativos stalkerwares mais usados.

“No mundo, vemos que os números de casos de violência doméstica aumentaram consideravelmente durante a pandemia, e isso corresponde ao que estamos vendo em relação aos stalkerwares”, conta Baloo. “Por isso estamos comprometidos em fazer tudo o que for possível para proteger nossos usuários contra o aumento dessa ameaça”, continua a CISO.

3. Limpe o seu smartphone

Depois de remover aplicativos indesejados com o Avast Mobile Security, verifique se nada ficou para trás. Tudo deveria estar em ordem, mas, algumas vezes, algo pode escapar por brechas, e, mais do que ninguém, queremos a sua segurança. Reinicie seu smartphone no modo de segurança, vá até Ajustes (ou Configurações), toque em Aplicativos (ou Aplicativos e Notificações. Ali, você pode desinstalar qualquer elemento que não reconheça.


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4. Desative o aplicativo Buscar

A função Buscar é uma ferramenta ótima. Ela ajuda os usuários da Apple a rastrearem dispositivos perdidos ou roubados, além de permitir manter o contato com membros da família. Infelizmente o aplicativo também pode ser usado por um parceiro abusivo para rastrear seus movimentos*. Certifique-se de retirar seu ex do Buscar para que ele não tenha como saber onde você está ou a que horas você saiu de um determinado lugar.


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5. Desconecte as contas Google compartilhadas

A não ser que você dê instruções claras, o Google continuará a rastrear seu histórico de localização. Desative todas as contas Google compartilhadas para garantir que elas não tenham acesso aos seus dados. Você também pode desativar o rastreamento de localização no Google Maps, o que pode ser menos obvio ao abusador do que excluí-lo completamente da sua conta.

6. Verifique o compartilhamento de localização 

Google Maps, iMessages e Facebook Messenger permitem que as pessoas compartilhem suas localizações com quem quiserem. Mas quando se vive em um relacionamento abusivo, essa funcionalidade pode ser usada para rastrear você. Entre nas três plataformas e verifique se o compartilhamento de localização não está ativado, mesmo que nunca tenha usado essa funcionalidade, porque ela pode ter sido ativada pelo seu ex sem você saber.

7. Busque ajuda

Quando você estiver preparada para partir, procure por ajuda e apoio. Se possível, use o dispositivo de outra pessoa, já que o seu parceiro ainda pode ter acesso ao seu. Procure por organizações de apoio a vítimas de violência doméstica* na sua região e tenha a certeza de que você vai superar tudo isso.


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* Original em inglês.