Segurança Cibernética

App VPN gratuitos na Google Play destroem a sua privacidade

Lisandro Carmona de Souza, 25 Janeiro 2019

Estudo mostra o perigo de usar um app VPN gratuito, que pode ser ineficaz, invadir a sua privacidade e vender seus dados pessoais.

Um extenso estudo do site Top10VPN analisou os 150 aplicativos VPN gratuitos mais populares dentro da loja oficial Google Play, ao todo com mais de 260 milhões de instalações. O objetivo é ajudar o usuário a escolher a sua VPN pela eficácia da criptografia, proteção à privacidade, ausência de adwares e malwares, comportamentos perigosos e permissões excessivas.

Uma VPN (Rede Privada Virtual) serve para criptografar a sua conexão com a internet e substituir o seu endereço IP, principalmente para manter sua atividade online privada, evitar a censura governamental e usar as redes Wi-Fi públicas com segurança.

As empresas têm de pagar os custos do tráfego pelos servidores remotos. Além da propaganda, alguns desses aplicativos estão vendendo seus dados para se financiar. Chama a atenção que:

  • Mais da metade das VPN é administrada por empresas chinesas altamente secretas, sem suporte ao usuário e sem um site dedicado. É lamentável que continuem dentro das lojas oficiais de aplicativos da Google e Apple
  • 85% pedem excessivas permissões para ler, modificar ou apagar dados; coletar e repassar o número do dispositivo e a sua localização e, alguns deles, acesso à sua lista de contatos e câmera, enviar SMS e até gravar áudio do microfone
  • 25% revela os sites que você visitou através das solicitações DNS
  • 18% dos aplicativos não passaram nos testes do VirusTotal por conterem malwares
  • Dois aplicativos são absolutamente inúteis, pois revelam o seu verdadeiro endereço IP (VPN super free and Super Fast Hot VPN)
  • Propagandas agressivas e direcionadas e uma longa lista de falhas de segurança e problemas de desempenho como, por exemplo, que mais da metade dos apps testados apresentavam problemas de estabilidade (perda de pacotes de dados ou latência demasiadamente alta)
  • A única boa notícia foi que todos os aplicativos testados realmente forneciam uma conexão criptografada

SuperVPN_Free_VPN_Client_Google_PlaySuperVPN Free Client com mais de 50 milhões de downloads na Google Play

Sugerimos que você sempre leia a política de privacidade dos aplicativos VPN ou confie em um aplicativo VPN pago, que não precisa vender os seus dados para se financiar. Saiba por que um antivírus pode ser gratuito e uma VPN não.

WhatsApp impõe limite de encaminhamento de mensagens

rachit-tank-625170-unsplashSegundo a empresa, na luta contra boatos e fake news, o aplicativo limitará a possibilidade de encaminhamento de mensagens a apenas cinco destinatários, quebrando a lógica de “corrente”. Já que cada grupo pode – no momento – ter até 256 membros, uma mensagem pode chegar até 1.280 pessoas. Ao longo dos anos, o número caiu de 200 pessoas ou grupos, para 20 e, agora, para 5.

O Facebook – empresa que é dona do WhatsApp – enfrentou problemas tanto nas eleições americanas de 2016 quanto nas brasileiras do ano passado e tomaram várias medidas, desde a contratação de empresas especializadas para validar o conteúdo das postagens até tornar público o CPF/CNPJ de quem está pagando pelo impulsionamento.

Um estudo mostrou que apenas 8% das figuras compartilhadas durante o primeiro turno das eleições de 2018 eram verdadeiras. A criptografia de ponta a ponta “protege” aqueles que disseminam desinformação na forma de boatos e notícias falsas. Por outro lado, há muitos que alegam controle e censura na disseminação de notícias verdadeiras.

Esse limite apareceu pela primeira vez na Índia, depois que vários assassinatos e linchamentos foram atribuídos a mensagens de ódio compartilhadas no aplicativo. Além disso, uma informação de encaminhamento em cinza claro é adicionada na parte de cima de cada mensagem encaminhada, permitindo distingui-la das demais.

Google é multado em R$ 214 milhões pela GDPR

edho-pratama-152392-unsplashA CNIL é uma comissão francesa independente dedicada a defender o GDPR, o padrão de proteção da privacidade da União Europeia, que entrou em vigor no ano passado. Os novos regulamentos exigem mais transparência e o claro consentimento dos usuários. A CNIL multou o Google em 50 milhões de euros (R$ 214 milhões) por não compartilhar adequadamente informações sobre como são coletados dados dos usuários.

O Google é a quarta empresa a ser multada por usar dados privados dos usuários para criar anúncios personalizados sem o seu consentimento. O valor da multa, ainda que na casa dos milhões, está longe do limite legal: 4% da receita global que, no caso do Google, levaria a multa a 4 bilhões de dólares. O Google ainda analisa se vai ou não recorrer da decisão.

No Brasil, a recém-criada ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais) será avaliada pelo Congresso a partir de fevereiro. As multas por aqui estão limitas a 2% do faturamento da empresa ou R$ 50 milhões, o que for mais elevado.

O Windows 10 Mobile vai terminar (oficialmente)

Para muitos, ele nunca decolou. Quando deixou de receber atualizações, em 2017, tinha apenas 0,03% do mercado mobile. Agora a Microsoft informa que, a partir de 10 de dezembro de 2019, não receberá mais atualizações de segurança.

Se você é uma das raríssimas pessoas que ainda usa o sistema operacional da Microsoft, seus aplicativos continuarão a funcionar, mas a empresa sugere que você faça desde já um backup (Configurações > Atualização e segurança > Backup > Mais Opções > Fazer backup agora) e restaure suas fotos em outros dispositivos.


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