O que a internet sabe sobre mim?

Emma McGowan, 13 Maio 2021

Apresentamos o projeto 2021 da Avast para ajudar você a ter controle sobre a sua identidade digital

O que a internet realmente sabe sobre você? Dia desses, uma velha amiga disse: “acho que todas as minhas atividades online são rastreadas". Basicamente ela está certa. Nossas atividades são rastreadas, coletadas e, algumas vezes, vendidas em todos os cantos da internet. Provavelmente esse fato não assusta muitas pessoas em 2021. Mas deveria.

Como “internet” e “tecnologia” são coisas extremamente abstratas para a maioria das pessoas, fica difícil conceitualizar o real significado desses diferentes conjuntos de dados compostos por pequenas partes das pessoas, que ficam flutuando ao redor da tecnosfera. Acredito que esse seja um dos principais motivos pelo qual muitas pessoas, como minha amiga, têm adotado uma postura mais condescendente com relação à coleta de dados na internet. É muita coisa para se preocupar, então elas preferem aceitar a situação do jeito que está.

Mas cada vez mais pessoas começam a pensar que, talvez, valha a pena explorar mais profundamente a complexidade desse mundo da privacidade na internet. As questões (e suas respostas) são complicadas, algumas vezes técnicas demais, e quase sempre filosóficas:

  • Como e por que dados são coletados?
  • Como construir um mundo digital que dê prioridade ao aspecto humano no lugar dos lucros?
  • Quais informações já fornecemos? E o que recebemos em troca?

Bem, não tenho resposta para essas questões. Se tivesse, seria uma das teóricas digitais mais famosas do mundo. Certamente ainda não cheguei lá. Mas sou uma millenial conectada desde criança e que se manteve conectada e fascinada pela internet por duas décadas e meia. Eu escrevo sobre tecnologia e trabalho para empresas da área. Aliás, passei boa parte da minha vida adulta conectada à internet. Sou uma pessoa que já entregou muitos dados pessoais - pedaços de mim - sem realmente entender o que estava acontecendo (ou por quê, para quem, ou... para onde, sério).

Pode ser assustador pensar sobre isso. Mas num esforço para sentir que tenho mais controle sobre a minha identidade digital - e para ajudar você a sentir o mesmo - decidi embarcar em um projeto de um ano chamado “O que a internet sabe sobre mim?” Vou começar com meu corpo. Meu foco será em diferentes aplicativos e serviços. Depois vou investigar sistemas ligados ao corpo como um todo, como saúde mental, sistema digestivo e saúde cardiovascular. A partir daí, vou expandir para espaços físicos (casas, bairros, países) e entidades corporativas. Também vou incluir crianças nesse projeto. Mesmo que eu ainda não tenha filhos, esse é um assunto importantíssimo nessa discussão.

Vou falar sobre minhas experiências, porque mesmo sendo algo pessoal, você poderá se identificar com algumas situações enquanto mergulho nesse oceano de coisas complicadas. Mas como sei que o mundo é muito maior do que meu umbigo e que minha identidade e perspectiva são limitadas, também trarei amigos, parentes e colegas para essa jornada. Fique ligado. Na medida em que cada investigação é publicada, vou adicionar links abaixo para que você descubra as novidades mais facilmente.




  1. Veja o que o seu Fitbit sabe sobre você
  2. O que a Peloton sabe sobre você?


Para terminar, espero que essa série ajude você a entender onde seus dados são coletados, por quem e por quê. E também espero ajudar você a tomar decisões mais bem informadas sobre o que é melhor para as suas necessidades. É um pequeno passo para a retomada da nossa identidade digital, mas que pode contribuir para nos tornar consumidores e cidadãos mais bem informados.

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