Segurança Cibernética

Teste internacional enfrenta o mito de que smartphones não precisam de antivírus | Avast

Lisandro Carmona de Souza, 25 Abril 2019

Nova bateria de testes de 19 antivírus para Android mostra fragilidade da segurança da loja oficial Google Play.

O renomado laboratório internacional de testes AV-TEST colocou à prova o mito de que não é preciso usar um antivírus nos smartphones Android. Foram testados 19 aplicativos nos quesitos proteção (detecção de ameaças), facilidade de uso e funções extras, valendo respectivamente 6, 6 e 1 ponto.

Sete antivírus atingiram a nota máxima (13 pontos), entre eles o Avast Mobile Security e o AVG Antivírus Free. A segurança padrão da Play Store – o Google Play Protect – atingiu a menor nota: 3 pontos em facilidade de uso e não pontuou nem em proteção nem em funções extras porque detectou apenas 62% dos malwares testados e 69,2% dos mais recentes (descobertos nas últimas 4 semanas). A média dos outros antivírus foi 97,8% e 98,2%, respectivamente.

Pior: o Play Protect marcou como infectados 189 aplicativos limpos da própria Play Store. A conclusão é que os usuários precisam de segurança automática e em tempo real mesmo usando apenas a loja oficial de aplicativos do Android.

android-antivirus-tests-show-you-shouldn-t-rely-on-google-play-protect-525745-2[1]19 apps de segurança para Android testados pelo AV-TEST

A senha mais vazada na internet continua sendo “123456”

nick-hillier-339049-unsplashNão se deixe vencer pela preguiça: use senhas fortes e exclusivas

Mesmo com as empresas de segurança fazendo campanhas de conscientização e a avalanche de manchetes de vazamentos de dados na darweb, o NCSC (National Cyber Security Centre) analisou bancos de dados públicos de contas online e constatou que a senha “123456” foi a mais usada pelas vítimas.

O NCSC reiterou o conselho de proteger suas contas com senhas fortes e não utilizar o próprio número de telefone, datas de nascimento, time de futebol, nomes de cantores e super-heróis como parecem ser os casos mais frequentes.

Também parece absurdo que um site ou serviço ainda permita o uso de senhas fáceis de serem descobertas por robôs, em vez de exigir que os usuários sigam as dicas dos especialistas para criar senhas seguras.

“Gerenciadores de senhas (...) podem ajudar você a lidar com o peso de se lembrar de muitas senhas diferentes”, disse o Dr. Ian Levy, diretor técnico do NCSC

Sextorsão: golpistas tentam enganar sua proteção antispam

Os chantagistas que querem roubar o seu dinheiro – ameaçando a divulgação de (supostos) vídeos ou fotos que poderiam comprometer você – estão renovando seus esforços. Para fugir da proteção antispam (do seu fornecedor de e-mail ou do seu Avast Premier), eles misturam código HTML junto com o texto para que tudo pareça normal. Pesquisadores da Cisco disseram que o método – conhecido desde 2005 – não é infalível, mas mesmo assim tem feito muitas vítimas.

E-mail parece normal, mas mistura texto e código para enganar os antispams
Foto: Bleeping Computer. Montagem: Avast.

Outra tática consiste em enviar uma “prova” de que os vídeos ou fotos existem através de um arquivo zipado com senha (para tentar evitar a detecção pelos antivírus). O golpe já começa pedindo dinheiro para liberar essa senha (geralmente, 50 dólares). As vítimas também podem ser redirecionadas para uma página que exige o pagamento em criptomoedas para “liberar a própria prova”.


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