Whatsapp bloqueado: entenda as funções e riscos de usar um VPN

Whatsapp

Com o bloqueio do aplicativo de mensagem mais popular do mundo, o VPN ganhou destaque. Mas você sabe o que é o VPN e por que ele é a solução?

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Com 100 milhões de usuários no Brasil, Whatsapp se tornou uma importante ferramenta online usada diariamente por pessoas se comunicarem com amigos, familiares e colegas de trabalho. O aplicativo sem dúvida nenhuma já faz parte do dia a dia das pessoas e, com o bloqueio do Whatsapp exigido pela Justiça de Sergipe, brasileiros começam a procurar uma saída, e a mais popular é o uso do VPN. Mas você sabe por que o VPN funciona nesses casos?

Primeiro, é importante lembrar que a Justiça brasileira só pode bloquear os servidores do Whatsapp no Brasil, ou seja, o mesmo continua funcionando no mundo todo. Um VPN (Virtual Private Network – ou, em português, Rede Privada Virtual), cria um túnel de comunicação entre servidores localizados fora do Brasil e o telefone do usuário no país, além de criptografar toda a informação que é compartilhada ali. Isso garante liberdade para você acessar conteúdo do mundo todo e privacidade.

Em 2013, após o escândalo envolvendo a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), em que um dos seus funcionários, Edward Snowden, veio a público acusar o governo norte-americano de espionar seus próprios cidadãos, o serviço de VPN ganhou força, mas agora no Brasil tem se tornado um grande aliado dos mais de 100 milhões de usuários do Whatsapp.

Isto porque, através de um VPN, o usuário pode acessar a internet fora do Brasil, em um servidor localizado, por exemplo, nos Estados Unidos. Assim, a conversa continua normalmente, sem restrições.

Quais os riscos de se usar um VPN

O principal perigo em si usar um VPN é com relação à empresa que produz o aplicativo. Muitas delas são desconhecidas e ninguém sabe onde realmente seus servidores estão localizados. E mais, ninguém sabe que tipo de criptografia essas empresas possuem e como armazenam os dados transmitidos pelos clientes.

Este foi o caso do Hola VPN, que recentemente foi acusado de tornar seus usuários em “zumbis online”, ou seja, suas conexões eram usadas em segundo plano para acessar conteúdos ilegais, como pornografia infantil, sem que o usuário soubesse disso. Portanto, antes de instalar um VPN em seu smartphone ou laptop, pesquise sobre a empresa que desenvolve o software. Tenha certeza de que ela é confiável!

É claro que, neste caso, recomendamos o uso do Avast SecureLine VPN. Com quase 30 anos de existência, a Avast é uma das empresas pioneiras no mercado de segurança online. A razão pela qual, por exemplo, a Avast cobra pelo serviço de VPN é que a empresa precisa manter servidores no mundo todo e isso tem um alto custo. Portanto, cuidado se alguma empresa desconhecida lhe oferecer o VPN de graça. Investigue se esta empresa realmente tem condições de pagar pelos gastos de manutenção de servidores do VPN ao redor do mundo.

Sobre a criptografia do Whatsapp

A grande polêmica do momento é se o Whatsapp tem ou não os dados que a Justiça pede. Bem, isso somente a Justiça e o próprio aplicativo é que podem confirmar a questão 100%. Entretanto, é bom lembrar que o Whatsapp anunciou recentemente a implementação da sua tecnologia end-to-end ou, em português, ponta-a-ponta, que nada mais é que a criptografia dos dados compartilhados na internet. Por exemplo, se você escrever em seu telefone “Olá, tudo bem”, somente o recipiente (ou recipientes, em caso de conversa em grupo) conseguirá ver a mensagem. Nos próprios servidores do Whatsapp veremos apenas algo do tipo *&^$3)-0=@1!+”}. Ou seja, não há como entender o que está escrito.

O Whatsapp diz que não tem como reverter esta criptografia, mas a Justiça brasileira entende que isso deve ser feito. E a polêmica então não para. Entretanto, é bom lembrar que somente em conversas em que todas as pessoas possuem seus aparelhos atualizados com esta criptografia é que as mensagens ficam ilegíveis. Outro detalhe importante é que mesmo com esta tecnologia, o Whatsapp ainda pode identificar quem são os usuários, mas não o que eles escrevem ou falam. 

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