Segurança Cibernética

Golpes dos entregadores: saiba quais são antes de cair em um deles

Lisandro Carmona de Souza, 4 de Agosto de 2021 2h4min31s CEST
Lisandro Carmona de Souza, 4 de Agosto de 2021 2h4min31s CEST

Procon alerta sobre os golpes do entregador. E mais: Google bane apps “sugar daddy” e como ficam os vazamentos de dados diante da nova lei brasileira

Dados das reclamações de golpes junto ao Procon-SP mostram um crescimento de 136% em comparação com 2020. Alguns poucos entregadores mal-intencionados da iFood, Rappi e Uber Eats aplicam vários golpes que já somam R$ 1,3 milhão de reais.

  • Valores cobrados acima do preço que somente são percebidos após a efetivação, sem que as vítimas tenham sucesso em reaver as despesas junto ao aplicativo
  • Maquininhas de cartão com problemas na tela que “escondem” o verdadeiro valor cobrado
  • Valores extras cobrados sob o conceito de “entrega” ou “prioridade”
  • Vídeo ou foto da data de validade e do código de verificação do cartão (CVV) simulando estar “iluminando” o ambiente durante a entrega
  • Solicitação da informação dos dados do cartão de crédito pelo telefone, ao vender

O órgão de defesa do consumidor pensa em uma ação normativa que proíba o pagamento das compras no momento da entrega, e que elas deveriam ser feitas no ato da compra pela internet. Segundo a Mobills, o volume de gastos pela internet cresceu 187% desde março de 2020, puxado pelas entregas a domicílio de refeições e outros bens de consumo.

Google lança ofensiva contra apps “sugar daddy”

O Google deve banir da plataforma os apps que prometem relações sexuais compensadas*, conhecidos como sugar daddy ou sugar mommy, incluindo os de namoro recompensado (sugar dating). O apps de relacionamento que não envolvam remuneração financeira por acordos sexuais continuam a ser permitidos na loja Google Play.

Outra medida de segurança será a redução dos poderes das permissões de acessibilidade*: falsos apps de leitura de tela e inserção de dados por voz são usados para espionar e coletar dados sigilosos. Os antivírus, as ferramentas de automação, os assistentes virtuais e os gerenciadores de senhas vão precisar obter formalmente a liberação junto ao Google.

Por outro lado, o Google ficou devendo no quesito segurança. O laboratório independente AV-TEST* pôs à prova 15 apps antivírus populares durante um teste de longa duração (6 meses) e mostrou que o app de segurança Google Play Protect foi o que pior protegeu os usuários e produziu mais falsos positivos. O Avast Mobile Security e o AVG são os únicos gratuitos que atingiram o grau máximo de proteção.

A Lei Geral de Proteção de Dados e os vazamentos

A população brasileira ainda espera para que as multas pelo mau uso ou conservação dos dados pessoais comecem a ser aplicadas. A partir de agora, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já poderia fazer advertências e aplicar multas (de até 2% do faturamento da empresa ou R$ 50 milhões).

Você pode fazer uma denúncia sobre o uso indevido de dados pessoais ou enviar documentação sobre os fatos ocorridos. Enquanto tudo isso acontece, um novo vazamento gigante expôs 13 mil documentos (RG, CPF, CNH e cartões de crédito) de 227 milhões de brasileiros, segundo a Syhunt. O órgão supostamente invadido teria sido o Detran/DF e o banco de dados completo inclui nome, data de nascimento, gênero e endereço residencial completo.


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* Original em inglês.

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