Segurança Cibernética

Cibercrime milionário de extorsão em sites adultos | Avast

Lisandro Carmona de Souza, 11 Abril 2019

Propagandas infectadas (malvertising) com ransomwares em sites pornográficos rendem R$ 3,5 milhões a estudante de 24 anos.

Quando o assunto é segurança digital, um aplicativo tem o seu papel, protegendo você automaticamente e em tempo real. Os usuários também têm o seu papel, sabendo diferenciar as situações de risco, conscientizando-se de que é preciso navegar com segurança.

Zain_QaiserZain Qaiser extorquia visitantes de sites de pornografia em todo o mundo,
instalando ransomwares em seus computadores. Foto: NCA/PA.

Zain Qaiser é um estudante de 24 anos que extorquiu R$ 3,5 milhões entre 2012 e 2014 instalando um ransomware ­– chamado Angler – através de anúncios de sites pornográficos. Qaiser agia desde a adolescência no seu próprio quarto e conseguiu esconder os crimes no espaço publicitário de sites adultos, criando falsas agências de publicidade que pareciam legítimas.

As vítimas que clicassem nessas malvertisings baixavam o malware e, caso não tivessem um antivírus robusto e atualizado, ele assumia o controle do computador, sequestrava dados e o perfil online das vítimas, que tinham de pagar para descongelá-lo e tê-lo de volta.

_106285346_f511ba39-e200-4f35-b982-5a4b148440b4Qaiser foi filmado em um cassino. Foto: BBC.

Poucas pessoas davam queixa – talvez por medo, talvez por vergonha – e os golpes se arrastaram por mais de 5 anos, lavando o dinheiro através de plataformas de criptomoedas na China e Estados Unidos. Ele gastou (quase) tudo em hotéis de luxo, cassinos, prostitutas, drogas e artigos de luxo. Agora foi condenado a 6,5 anos de prisão e a defesa alega que ele sofre de problemas mentais e agiu sob o comando de cibercriminosos russos.

Não foi fácil, mas um pesquisador de segurança conseguiu enganar o leitor de digitais do Galaxy S10

A Samsung melhorou muito a tecnologia de reconhecimento de digitais no seu topo de linha com análise tridimensional ultrassônica. Mas isso não foi suficiente para bloquear a invasão.

FingerprintFoto: Getty

Ele tirou uma foto da sua impressão digital em um copo de vinho, editou-a com Photoshop, fez um modelamento com o 3ds Max e a imprimiu em 3D de alta definição e, por fim, após três tentativas, o leitor de digitais da tela foi enganado.

Se a moda pega em caixas eletrônicos, vamos ter problemas... Talvez devamos voltar a boa e velha senha, pois se algo acontecer, é fácil trocar de senha, mas como a gente vai trocar de digital? Então, não é só o seu telefone que está em jogo, mas tendo a sua digital, também teriam acesso à sua conta bancária, pelo menos, teoricamente.

Ainda que as senhas e PINs sejam mais seguros, as digitais são mais convenientes e é sempre mais seguro bloquear o smartphone com “algo” do que deixá-lo sempre desbloqueado. A escolha entre conveniência e segurança é sua.

Usuários mantém o mesmo smartphone por quase 3 anos

A consultoria Gartner projeta que o mercado de smartphones deve cair 0,5% em 2019. Os usuários estão ficando mais tempo com seus aparelhos – a vida média dos dispositivos topo de linha passou de 2,6 para 2,8 anos – e as novas funções não têm sido suficientes para puxar as vendas.

As fabricantes apostam agora nos aparelhos dobráveis para atingir as metas de crescimento. As projeções da Gartner é de que em 2023 esse tipo de aparelho que é muito caro – 2.000 dólares ­– represente 5% do mercado total.


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unsplash-logoTianyi Ma