Segurança Cibernética

Ataques virtuais: como a inteligência artificial pode ajudar?

Alex Franco, 21 Agosto 2020

Proteção deve acompanhar o surgimento de novos golpes a todo momento e a velocidade da navegação, algo que só é possível com IA

Um levantamento realizado pela GlobeNewswire revela que o valor do mercado de inteligência artificial global, que em 2019 foi de US$ 27,23 bilhões, chegará a impressionantes US$ 266,92 bilhões até 2027.

O relatório também ressalta a proliferação de startups voltadas ao desenvolvimento de soluções no segmento, e tais dados sugerem que esse tipo de tecnologia estará cada vez mais presente em nosso dia a dia. Isso desperta preocupações quanto à segurança dos usuários, pois, quanto mais conectados estiverem à Internet das Coisas (IoT), uma consequência natural das novidades que serão lançadas, mais vulneráveis ficarão a ataques virtuais.

Felizmente, o mercado de antivírus não está ficando para trás. Empresas da área de segurança virtual também estão utilizando a inteligência artificial como aliada na construção de seus produtos, algo capaz de aprimorar a proteção do público em níveis sem precedentes.

Por exemplo, a Avast, uma das líderes do setor, afirma que consegue bloquear anualmente cerca de 2 bilhões de ataques direcionados a mais de 400 milhões de pessoas. Essa ação, segundo a companhia, é possível graças a um sistema de IA baseado na nuvem com 11 mil servidores, o Avast Security Cloud. 

E não é para menos que seja necessário tanto poder de processamento, afinal a verificação é realizada a partir de um "gigantesco banco de dados" que conta com bilhões de informações a respeito das mudanças de códigos maliciosos e que é conectado aos dispositivos protegidos em tempo real. Considerando que somente a empresa bloqueia cerca de 66 milhões de ameaças diariamente, é de se pensar que, sem a ajuda da inteligência artificial, nada disso ocorreria.

Poder de processamento aliado à segurança do usuário

Uma das maiores vantagens dos antivírus com inteligência artificial é a capacidade de seus algoritmos expandirem de maneira independente o próprio aprendizado. Já que somente a verificação manual, com tantos golpes sendo criados, remodelados e substituídos a cada segundo, está fora de cogitação, essa habilidade permite que a proteção concedida se estenda tanto contra os que se tornaram obsoletos, mas que ainda assim representam perigo, quanto aqueles que estão mais ativos do que nunca.

Entre os mais disseminados estão técnicas de engenharia social conhecidas como phishing, que se valem de sites falsos e induzem ao fornecimento de informações pessoais para, é claro, capturar esses dados. Eles chegam a ser tão elaborados que, normalmente, utilizam nomes de empresas conhecidas para potencializar o próprio alcance. De acordo com relatório da Check Point Software, Google, Amazon e WhatsApp foram as companhias mais simuladas por sites falsos no segundo trimestre de 2020.

Se tantas armadilhas estão espalhadas pela rede, tempo é o que não temos de sobra para nos certificarmos de que estamos em um ambiente idôneo ou potencialmente perigoso. O comportamento na internet hoje é ágil e demanda respostas rápidas. Com todos esses fatores, aliados ao cenário da centralização de tarefas profissionais e entretenimento em equipamentos pessoais com o home office, qualquer descuido é suficiente para gerar uma bela dor de cabeça. A inteligência artificial, nesse caso, dá conta da tarefa.

Ao contrário de antivírus convencionais, aqueles que utilizam novas tecnologias cuidam da navegação do usuário o tempo todo sem comprometer o desempenho do dispositivo analisado. Como exemplo, pode ser citado o Avast, que, por meio de uma análise de camadas disparada a cada clique em um site desconhecido e com miniatualizações a cada 5 ou 7 minutos, não utiliza mais recursos que o necessário. Resumindo, pacotes gigantes de atualizações que demoram horas para serem baixados e disponibilizados uma vez ao mês foram eliminados. Não há tempo para isso. O perigo é imediato, e a defesa deve ser também sem que prejudique a produtividade.

shutterstock_520169059Segurança em tempo real não compromete o desempenho dos dispositivos. Fonte: Shutterstok

Controle e tranquilidade

É preciso salientar que todo esse processo ocorre em ambientes virtuais na nuvem, controlados por empresas especializadas, o que não quer dizer, entretanto, que o papel humano esteja descartado. Mesmo que antivírus com IA sejam capazes de observar comandos profundos dentro de malwares e aqueles mais superficiais, se for necessário, no caso do Avast um analista do Laboratório de Ameaças avalia manualmente o arquivo, aprimorando ainda mais a segurança.

Análise de bilhões de endereços e arquivos, alto poder de processamento, bloqueio imediato de ameaças e atualizações constantes são as vantagens da inteligência artificial como aliada dos antivírus, algo oferecido pela Avast para manter a integridade de seus usuários e auxiliar no combate a ataques a cada dia mais elaborados.


 

A Avast é líder global em segurança cibernética, protegendo centenas de milhões de usuários em todo o mundo. Saiba mais sobre os produtos que protegem sua vida digital em nosso site e receba todas as últimas notícias sobre como vencer as ameaças virtuais através do nosso Blog, no Facebook ou no Twitter.