Pesquisa de Ameaças

80% dos brasileiros quer monitorar as atividades dos filhos na internet

Bastien Dubuc, 30 Julho 2018

Para muitos pais, é essencial localizar e monitorar as atividades de seus filhos pelos celulares ou outros dispositivos conectados. E quanto às atividades físicas deles?

Diante da crescente disponibilidade no mercado de objetos conectados para crianças, como o bracelete de atividade FitBit Ace, o AVG Antivírus – uma marca do grupo Avast – realizou um estudo* para descobrir mais sobre esses dispositivos que permitem geolocalizar e registrar a atividade física dos mais jovens.

A maioria dos pais (65%) de diferentes países é a favor de que seus filhos, a partir dos 10 anos, usem algum tipo de dispositivo para monitorar sua atividade online. No Brasil, esse é o caso de 80% dos entrevistados, contra 63% na França e apenas 47% na Alemanha.

Muitos pais, no entanto, acreditam que a coleta de dados relacionados ao peso ou à imagem corporal de uma criança é uma linha que não deve ser ultrapassada. Os resultados deste estudo também sugerem que a intuição dos pais em relação ao bem-estar de seus filhos pode ser comprometida por uma superabundância de dados, caso os adultos (pais) não ouvirem mais os seus valores e instintos e agirem apenas de acordo com as informações coletadas pelos dispositivos.

76% dos brasileiros acham conveniente monitorar a alimentação dos filhos através de aplicativos

A pesquisa também revela que 76% dos brasileiros estão convencidos de que esses dispositivos conectados devem ser usados para monitorar os hábitos alimentares das crianças; enquanto que na França a média é de 55% e na Alemanha, 31%.

Com exceção dos pais, os médicos devem ser as únicas pessoas autorizadas a acessar os dados pessoais de seus filhos

Além disso, mais da metade dos entrevistados (55%) deixaram claro que, com exceção dos pais, os médicos são as únicas pessoas que devem ter acesso aos dados pessoais de uma criança. No entanto, compartilhar esses dados com outros profissionais – professores ou enfermeiras escolares, por exemplo – é unanimemente considerado inaceitável.

Diante das questões em torno de uma possível quantificação da vida das crianças, esta pesquisa destaca as questões que atualmente afligem os pais. A questão é se eles têm informação digital suficiente e adequada: enquanto eles se sentem – corretamente – preocupados com o volume de dados coletados, os pais dizem que estão cada vez mais tranquilos com o nível de segurança fornecido pelas tecnologias de localização. Finalmente, assim como os diferentes papéis que todo adulto tem em sua família, é tudo uma questão de escolha pessoal e bom senso.

* Pesquisa com 3.558 entrevistados em cinco países: Estados Unidos (1.011), Reino Unido (1.035), Alemanha (502), França (508) e Brasil (502).