Segurança Cibernética

Entendendo as políticas de privacidade das empresas de tecnologia e as suas consequências para os usuários

Lisandro Carmona de Souza, 28 Agosto 2015

Entendendo as políticas de privacidade das empresas de tecnologia e as suas consequências para os usuários

Políticas de privacidade das empresas de tecnologia têm a capacidade de ajudar ou enganar os usuários



Quando foi a última vez que você sentou e leu na íntegra a política de privacidade de uma empresa de tecnologia, mesmo que visite diariamente o seu site?


Em um recente artigo da TIME junto com o Center for Plain Language, um conjunto dos principais sites de tecnologia de todo o mundo foi ranqueado com base em suas políticas de privacidade. Resumidamente, eles classificaram as empresas de acordo com a maneira como informavam o público sobre as suas políticas de privacidade. Neste caso, o que foi analisado não foram os dados que as empresas coletam dos seus atuais ou potenciais usuários. Em vez disso, este estudo analisou a forma como esta informação é transmitida aos usuários.


Quando se pensa na política de uma empresa, é importante levar em conta como os usuários realmente aproveitam o tempo em lê-la. Ainda que isto pareça óbvio, todos nós já tivemos a infelicidade de topar com empresas que colocam um monte de palavras ininteligíveis e indigestas em suas páginas FAQs ou Sobre Nós. De acordo com o nível de clareza da política de uma empresa, a TIME escreveu:

A política, por exemplo, torna fácil que as pessoas limitem as formas pelas quais a empresa coleta as suas informações pessoais? Ou são apenas links e opções obscuras nas entrelinhas de suas políticas?




Além do Google, a lista contém três plataformas de mídia social que muitos de nós utilização de forma regular (ou até diariamente): Facebook, LinkedIn e Twitter. Ao olharmos de perto as quatro políticas destes sites, fica claro que eles gerenciam a privacidade e as informações pessoais de forma muito diferente:


1. Google: não é uma surpresa que o Google faz um grande trabalho de escrever suas políticas com uma linguagem que os usuários podem entender facilmente e, por isso, veio em primeiro lugar neste estudo. O Center for Plain Language concluiu lendo a política de privacidade do Google que a confiança dos usuários na empresa pode crescer. É significativo pois a confiança das pessoas no Google já é consideravelmente alta.


2. Facebook: enquanto algumas políticas simplesmente reconhecem que eles armazenam e analisas as informações dos usuários, a seção “Que tipo de informação” do Facebook dá um passo adiante, mostrado que tipo de informações são coletadas e armazenadas quando o usuário interage com o site.


Foto: TIME



3. LinkedIn: vindo em terceiro lugar na lista do Centro, o LinkedIn é um exemplo de empresa com uma política de privacidade medíocre em clareza e comunicação. Ainda que o LinkedIn diga que “a política está o mais clara e direta possível”, o fato de a empresa ter ficado em terceiro lugar parece ser um julgamento um tanto quanto subjetivo.


Foto: TIME



4. Twitter: caindo do segundo para o último lugar na lista está o Twitter. Em uma série de parágrafos longos e difíceis de ler, os usuários mal podem imaginar o que acabaram de ler na política de privacidade do Twitter. Esta rede social é um bom exemplo do que não deve ser escrito quando se deseja ser transparente com o seu público.


Este estudo mostra que não só as políticas de privacidade são cruciais, mas também é importante prestar atenção na forma como estas políticas são escritas e compartilhadas com os usuários. Os usuários sempre devem sentir que entenderam como e porque as suas informações pessoais são armazenadas, analisadas e/ou compartilhadas nos sites que usam frequentemente. Leia o relatório complete do Center for Plain Language para ver uma análise completa das políticas de privacidade.


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