Segurança Cibernética

Porque vírus para celular não é uma lenda

Andre Munhoz Pinto, 4 Setembro 2014

Porque vírus para celular não é uma lenda

Outro dia um amigo meu comparou a existência de vírus para celular com o Saci Pererê: “todo mundo já ouviu falar, mas ninguém nunca viu nenhum”. Apesar desta ser uma boa “tirada”, ela não é de nenhuma maneira engraçada. Aliás é um tanto quanto trágica. Se você nunca viu, não significa que não existe.

new-AMSpost_img-300x300 Quer evitar ataques ao seu celular? Baixe aplicativos somente em lojas oficiais

Há indícios de que programas maliciosos começaram a se alastrar em telefones móveis há mais de uma década, ou seja, muito antes dos famosos smartphones darem as caras. A diferença é que, naquela época, usávamos nossos celulares “só” para telefonar, ou no máximo mandar algumas mensagens de texto. Hoje o telefone móvel é um computador de bolso. Temos lá nossas vidas: agendas de contato, diários, planilhas de Excel, emails, acesso às redes sociais, podemos gerenciar lá nosso dinheiro, pagamentos e usos de cartões de crédito e débito, consultamos GPS e endereços, deixando lá o histórico de nossas rotas diárias, etc. Esqueci alguma coisa?

Acredito que sim. Caro leitor, me ajude nessa! O que mais podemos fazer com o celular? E depois eu pergunto: você acha que todas essas informações armazenadas em um único local não chamaria a atenção de cibercriminosos?

O problema é que, às vezes, você instala um aplicativo que não parece ser malicioso, mas que do nada passa a atacá-lo. Isso geralmente ocorre ao baixar programas de lojas não oficiais, mas pode acontecer também que um de seus contatos foi quem cometeu o equívoco de instalar um aplicativo de risco e, depois de contaminado, passa a enviar malwares para você via SMS.

“Enquanto pode demorar um tempo para criadores de malware para celular burlar lojas oficiais e suas políticas de venda, há maneiras menos maliciosas dos desenvolvedores de aplicativos nocivos tomar vantagem do mercado”, explica Filip Chytry, Analista de Malware da avast!. Segundo ele, existe uma “linha fina” entre malwares maliciosos e não maliciosos, fazendo com que os usuários baixem um programa nocivo que não causa danos de imediato, mas que pode a qualquer momento atacar o próprio usuário ou telefone de alguém de sua lista de contatos.

Em outras palavras, você pode estar carregando um Saci Pererê em seu smartphone sem saber e acha que está tudo certo. Portanto, além de instalar um antivírus no seu aparelho, tome cuidado com a maneira como você o usa. Procure utilizar somente lojas oficiais para baixar aplicativos. Se você usa Android, faça downloads somente no Google Play, para iPhone utilize AppleStore.

Outro detalhe, cuidado ao acessar a internet no seu celular via uma wi-fi aberta/pública, ou seja, em shopping centers, estádios de futebol, etc. Se um ataque ocorrer à esta rede, seu telefone poderá ser facilmente atingido sem você nem mesmo notar. E isso vale também para usuário de iOS. A sugestão para driblar este obstáculo é a instalação de um VPN (Virtual Private Network) no aparelho, além de um antivírus confiável.

Não substime o poder de fogo de hackers ao redor do mundo. Eles podem parecer verdadeiras lendas, mas existem e estão mais próximos do que você imagina.

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