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Privacidade: tudo o que os pais precisam saber

Sander van Hezik, 11 Novembro 2020

A segurança começa em casa

Nós ensinamos as lições que aprendemos quando éramos pequenos aos nossos filhos…

  • Olhe para os dois lados antes de atravessar a rua
  • Não fale com estranhos
  • Lave as mãos antes de comer (hoje em dia, isso vale mais do que nunca)

A maioria dessas lições serve para protegê-los. Mas agora, como pais, temos um mundo novo e imenso para explicar e contra o qual precisamos proteger nossos filhos. Um mundo com o qual nossos pais não precisaram se preocupar: a internet.

Hoje, as crianças crescem conectadas à internet desde o nascimento. Pense em quantas fotos de recém-nascidos que você já viu nas redes sociais. Qualquer um que já tenha visto uma criança pequena usado um iPad ou navegando pelos vídeos do YouTube sabe como ela clica nesses dispositivos de maneira inata. E os adolescentes de hoje prefeririam morrer do que ficar sem um smartphone. 

Essa é uma batalha emocional constante para muitos de nós. Por um lado, gostaríamos de voltar à vida mais simples, ignorar as redes sociais e até jogar nossos smartphones no lixo. Por outro lado, percebemos que é nosso dever como pais enfrentar os desafios para proteger nossos filhos contra um mundo tecnológico em constante mutação.

Então, como proteger a privacidade online de nossos filhos? Veja o que nossa equipe, que passou três anos desenvolvendo o Avast Secure Browser, um navegador focado na privacidade e na segurança, faz em casa e recomenda para os amigos…

1. Fique informado

Primeiro de tudo: nós devemos sempre nos informar. Não podemos ensinar a privacidade online a nossos filhos se não a conhecermos! A maioria dos adultos é muito mal informada sobre privacidade online. Por isso, devemos abordar esse desafio como se não soubéssemos tanto quanto precisamos e saber que nossos filhos, à medida que crescerem, tentarão todos os truques que existem para contornar o que sabemos. Estou me lembrando da cena em Jurassic Park, em que Robert Muldoon, o guarda florestal do parque, descreve o comportamento pernicioso do velociraptor…

“Eles nunca atacam o mesmo lugar duas vezes. Eles estão testando se há pontos fracos na cerca, sistematicamente. Eles se lembram”. - Jurassic Park

Nossos filhos são realmente a alegria e a luz de nossas vidas. Mas, às vezes, eles podem ser um terror, não é?

Veja uma lista de termos básicos de privacidade online que devemos conhecer. Mesmo se achar que sabe o que eles significam, faça uma pesquisa rápida para ver se você está atualizado:

  • Phishing 
  • Permissões de aplicativos 
  • Rastreamento de localização 
  • VPN 
  • Wi-Fi pública
  • Metadados
  • Antivírus
  • “Sexting”
  • Configurações de privacidade de redes sociais
  • Segurança cibernética
  • Malware

2. Dê o exemplo

Na criação dos filhos, nossas ações são mais fortes que nossas palavras. Se eles virem que estamos compartilhando fotos deles sem permissão, por exemplo, eles perguntarão antes de compartilhar fotos de outros? Ou pedir para que outras pessoas não compartilhem fotos deles?

Faça uma pausa para avaliar realmente seus hábitos online. Onde você pode melhorar a privacidade? Talvez seja hora de alterar senhas ou revisar configurações de privacidade nas redes sociais, como Facebook ou Instagram.

Quando encontramos áreas em que podemos melhorar, é bom compartilhar esse aprendizado com nossos filhos. Eles verão como a privacidade online é séria e reforçarão as lições que estamos ensinando. 

3. Explique o que são informações pessoais

A definição de informações pessoais muda dependendo da idade da criança. As mais novas devem saber que, quando estão online, nunca devem dizer o nome completo, endereço ou telefone para alguém que entrou em contato pela internet. As mais velhas e os adolescentes precisam conversar sobre sexting (veja abaixo), compartilhamento de fotos em geral, números de identidade e de celular.

4. Converse sobre os perigos dos estranhos online

Seus filhos provavelmente sabem que não devem conversar com estranhos na rua. Eles também devem saber que não devem conversar com estranhos online. Explique que alguns adultos podem querer ser “amigos” nas redes sociais e que não é uma boa ideia fazer amizade com eles. Discuta como um estranho pode entrar em contato: enviar mensagens diretas, seguir no Instagram ou no Snapchat, por meio de salas de chat, etc. Depois, desenvolva um plano de ação para seu filho seguir se isso acontecer. 

5. Instale programas antivírus em todos os dispositivos

Muitos itens nesta lista focam em conversar com nossos filhos sobre medidas que eles podem tomar, mas há também ações que devemos tomar nos bastidores. Instale um programa antivírus em todos os dispositivos (telefones, tablets e computadores) e o mantenha atualizado. Nossos filhos têm mais chance de clicar em links estranhos que nós, por isso, vamos garantir que nossos dispositivos estejam protegidos caso isso aconteça.

6. Bloqueie o YouTube

As crianças adoram o YouTube, mas nem tudo no YouTube é bom para elas. Felizmente, o YouTube agora oferece o “Modo Restrito” que filtra conteúdo inapropriado para crianças. Em nosso computador ou laptop, ele fica na parte inferior da tela, enquanto que nos apps, ele está em Configurações no canto superior direito.

7. Bloqueie os videogames

Videogames estão também conectados à internet. Então, se seu filho estiver usando o Wii ou tiver acesso a ele sem que você esteja em casa, faça as configurações corretas para restringir o acesso. Você pode ler sobre as opções disponíveis ao seu videogame específico no site do dispositivo ou se fizer uma pesquisa online.

8. Abra contas para seus filhos

Se você empresta regularmente seu telefone ou tablet para seu filho (como a maioria dos pais atualmente), crie uma conta só para eles. Isso permite que ele use as configurações de privacidade corretas, sem que você precise lidar com isso. Isso também protege seus arquivos pessoais, como SMS, fotos e e-mails, contra olhos curiosos.

9. Defina as configurações de privacidade nas redes sociais

Se seu filho já tiver uma conta em rede social, sente-se com ele para examinar as configurações de privacidade. Explique porque é uma boa ideia restringir o acesso à conta e converse um pouco sobre o que pode acontecer se isso não for seguido. Essa é também uma boa oportunidade de examinar suas configurações de privacidade e dar o exemplo de boas práticas de privacidade online.

10. Defina as expectativas sobre compartilhamento

Como pais, precisamos definir limites o tempo todo e o compartilhamento online não é uma exceção. Pense primeiro o que você acha que pode e o que não pode ser compartilhado online. Depois, sente-se com seus filhos e tenham uma conversa sobre isso. Talvez você não goste de compartilhar fotos com pessoas. Talvez você ache que não há problema em eles usarem o nome completo, mas não quer compartilhar a localização. Considere também o que eles podem compartilhar em mensagens “privadas” com os amigos e explique que nenhuma mensagem é realmente privada. E fique atento quando ouvir “eu já sei” como resposta. É uma excelente oportunidade de mostrar a eles o quanto realmente sabem!

11. Converse sobre sexting

Enviar imagens explícitas faz parte do namoro de muitas pessoas, mas não é uma boa ideia para adolescentes, mesmo que eles fiquem tentados. Quando seu filho começar a namorar, converse sobre imagens privadas. Converse como isso pode ser usado contra eles, tanto pela pessoa que receberá a imagem quanto por outros. Seu filhos precisa saber que a) nada na internet é realmente privado, b) imagens explícitas podem ser compartilhadas e frequentemente são e c) pode haver repercussões jurídicas por tirar e compartilhar esses tipos de imagem. A internet é como uma enorme copiadora que não para nunca de funcionar. Assim que algo está na internet, é virtualmente impossível removê-lo de lá.

12. Confira as permissões de apps e explique o motivo

Embora algumas grandes empresas de tecnologia estejam começando a lidar seriamente com permissões de apps desnecessárias, ou seja, aquelas que coletam dados de que não precisam para funcionar corretamente para vender a outras empresas, ainda há muitos apps que rastreiam mais do que você pode perceber.

Converse com seu filho e verifique as permissões de apps no telefone. Mostre a ele onde localizar essas permissões e explique como distinguir quais são legítimas e quais não são. Deixe-os decidir quais apps podem ficar e quais precisam ser apagados, pois estão cruzando a linha da privacidade. 

13. Use o bloqueio de tela

Sabia que você pode bloquear um app para que seu filho não possa sair dele? Por exemplo, se há um jogo que seu filho de 7 anos realmente ama, você pode usar a “fixação de tela” no Android ou ativar o “Acesso guiado” no iOS. Assim que o recurso for ativado, ele não poderá sair do jogo que ficará fixo na tela.

No Android, acesse Configurações > Segurança > Fixação de tela. Você também precisa ativar “Pedir PIN antes de desfixar” ou ele poderá sair da tela fixada.

No iOs, acesse Ajustes > Geral > Acessibilidade > Acesso guiado.

14. Converse sobre senhas fortes

Assim que seu filho começar a ter contas próprias, como no YouTube, em redes sociais ou e-mail, ele precisa saber sobre senhas fortes. Sempre é tentador usar senhas repetidas em outras contas, mas isso é a pior prática se você estiver tentando proteger sua privacidade e informações pessoais.

Em vez disso, pense em três ou quatro palavras totalmente não relacionadas que podem ser encadeadas. Assim, é fácil de lembrar mas difícil de adivinhar. Os apps de gerenciamento de senhas são outra opção. Eles permitem gerar e armazenar senhas fortes e únicas.

15. Converse sobre rastreamento de dados

A coleta e venda de dados pessoais a terceiros é uma das principais maneiras de as empresas e os serviços “gratuitos” se sustentarem. Mas cabe a nós decidirmos quantas informações queremos fornecer por esses serviços gratuitos. Isso não significa que você escolhe o que pode compartilhar. Só quer dizer que você pode optar por não usar um serviço.

Mesmo entre nós aqui na equipe do Avast Secure Browser, há muitos pontos de vista diferentes sobre o que é ou não aceitável. Quando se trata de redes sociais, por exemplo, alguns de nós recusam participar completamente, enquanto outros curtem diariamente. O importante para todos nós é compreender como nossas informações são usadas e depois decidir.

Quando se trata dos nossos filhos, ensiná-los sobre o rastreamento de dados desde cedo ajuda a tornar essas decisões mais informadas. Se eles forem mais velhos e conseguirem entender, converse sobre os tipos de dados rastreados e coletados e quais ferramentas eles têm a disposição, como tecnologias de criptografia, navegação privada, VPNs, antivírus e anti-phishing e ad blockers. O Avast Secure Browser tem todas essas ferramentas, facilitando o acesso a uma navegação online privada e segura.

16. Explique ao seu filhos sobre redes Wi-Fi gratuitas

Atualmente, com conexões de alta velocidade para mobile e tethering, a rede Wi-Fi pública e gratuita é menos atraente, mas ainda pode ser tentador se conectar para salvar dados, especialmente em jogos para mobile. Seus filhos precisam entender que a Wi-Fi gratuita é extremamente vulnerável a invasores e cibercriminosos. Ensine a eles a nunca enviar informações sigilosas, como cartão de crédito ou senhas, em uma rede Wi-Fi gratuita. 

17. Explique o phishing

Ataques de phishing acontecem quando os ladrões usam engenharia social para enganar as pessoas e fazê-las entregar informações pessoais, como número de cartão de crédito, números de identidade, endereços, etc. Saiba o que é phishing e depois ensine ao seu filho como reconhecer ataques de phishing, além das práticas recomendadas de proteção.

Se você acabou de dizer “eles não podem me enganar com esses golpes”, cuidado. Pode ser que você não saiba tanto quanto imagina! Os ataques de phishing atualmente são muito sofisticados, por isso, é bom ler sobre o assunto.

18. Seus filhos precisam saber que sempre podem contar com você

Finalmente, deixe bem claro que eles sempre podem procurar por você quando se trata de privacidade online e que eles não terão problemas com isso, mesmo se quebrarem as regras. Você é a primeira linha de defesa do seu filho, e para que fiquem seguros, eles precisam saber que podem contar com você, sempre.

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