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14, dezembro, 2012

Os governos têm um interruptor da internet?

Na semana passada, a Síria experimentou um blecaute da internet, que o governo culpou os terroristas, mas se suspeita que foi planejado. Durante a Primavera Árabe de 2011, os cidadãos do Egito tiveram a sua internet cortada, deixando-os somente com um grupo de conexões ativas e funcionando. Apagões completos têm os seus precedentes: o governo de Myanmar (Birmânia) derrubou a conectividade com a internet em 2007, o rei do Nepal fez o mesmo com várias conexões internacionais em 2005. Autoridades chinesas também cortam regularmente o acesso em nível local.

Como isto ocorre? Os governos têm um “interruptor” para desligar a internet? Ocorre alguma ação física, como corte de cabos? Podem um conjunto de servidores encarregados do tráfego simplesmente ser programados para parar a transmissão de dados?

Depois do blecaute, a empresa Renesys analisou as conexões entre a internet interna de um país e o mundo exterior. Eles descobriram que alguns são altamente regulados com apenas uma ou duas companhias custodiando todas as licenças oficiais para a transmissão de voz e tráfego da internet para o exterior. “Nessas circunstâncias, é muito fácil que os governos emitam uma ordem que derrube a internet”, afirma o blog da companhia. Sessenta e um países e territórios incluindo a Síria, Tunísia, Argélia, Líbia, Myanmar e Iêmen estão na categoria de “alto risco” de blecaute da internet.

O Egito está na categoria de “risco significativo” porque tem menos de dez provedores de serviço através de sua fronteira internacional. “A desconexão não seria trivial, mas também não seria tão difícil”, como foi demonstrado pelo governo Mubarak quando levou alguns dias para desconectar o país.

Este mapa mostra a diversidade global da internet dividida em quatro categorias. Onde o seu país se encaixa?

  • Alto risco: uma ou duas empresas gerenciando a fronteira internacional.
  • Risco significativo: menos de dez provedores de serviço através da fronteira internacional.
  • Baixo risco: entre dez e quarenta servidores de conexão internacional.
  • Resistente: mais de quarenta provedores gerenciando o tráfego internacional através das fronteiras.
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